A inovação e a segurança em automação ferroviária
Redação
Pode-se analisar como a integração de balizas - amplamente utilizadas no sistema europeu ETCS - está fechando lacunas críticas no positive train control (PTC), principalmente em pátios e terminais ferroviários. A partir de casos reais de acidentes e limitações técnicas, pode-se propor uma abordagem híbrida que combina rastreamento por GPS com referência física de posicionamento para aumento da segurança operacional nas Américas e os caminhos para aplicação no Brasil.

Wilson Ricardo Antunes -
Nas operações ferroviárias modernas, o desafio não é apenas mover toneladas, mas fazê-lo com segurança, confiabilidade e visibilidade operacional em ambientes complexos. No contexto norte-americano, sistemas como o positive train control (PTC) representam um avanço significativo em automação e controle, especialmente em linhas principais com tráfego intenso.
É um sistema de supervisão automática criado para reduzir falhas humanas em operações ferroviárias. Ele monitora a posição e a velocidade dos trens em tempo real por meio de dados de satélite, sensores e comunicação por rádio, intervindo quando há risco de colisão, rota incorreta ou excesso de velocidade.
Adotado nos Estados Unidos após acidentes graves nos anos 2000, o PTC tornou-se um marco tecnológico do setor. Mesmo assim, sua precisão ainda depende de sinais de GPS e medições confiáveis, que podem falhar em pátios e áreas urbanas densas, exigindo operação manual temporária.
Entretanto, há um hiato crítico: nos pátios e terminais, onde os trens se dividem, reformam e cruzam em múltiplas vias, os sistemas tradicionais de rastr...