Publicado em 10 fev 2026

Os riscos da doença denominada tracoma

Redação

O tracoma é uma doença inflamatória ocular, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis que ocorre em áreas de maior concentração de pobreza, deficientes condições de saneamento básico e acesso à água. É a principal causa de cegueira infecciosa e é responsável por prejuízos visuais em 1,9 milhões de pessoas, das quais 450 mil apresentam cegueira irreversível. Estima-se que 190,2 milhões de pessoas vivem em áreas endêmicas com risco de cegueira por tracoma.

O tracoma é uma infecção ocular causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode levar à cegueira se não for tratada adequadamente. Os riscos associados ao tracoma incluem a infecção crônica que pode causar cicatrização da conjuntiva e da córnea, resultando em opacificação e perda de visão.

Além da cegueira, o tracoma pode causar outras complicações oculares, como conjuntivite e ceratite. A cegueira resultante do tracoma pode levar a dificuldades significativas na vida diária, afetando a capacidade de trabalho e a qualidade de vida.

A bactéria tracamo é altamente contagiosa e pode se espalhar em comunidades com condições sanitárias precárias, aumentando o risco de surtos. A prevenção e o tratamento precoce são essenciais para evitar a progressão da doença e suas complicações.

Medidas de saúde pública, como acesso a água limpa e educação sobre higiene, são fundamentais para controlar a disseminação do tracamo. O diagnóstico do tracoma é clínico-epidemiológico e realizado por meio de exame ocular externo, utilizando lupa binocular de 2,5 vezes de aumento, onde buscam-se os sinais clínicos como a presença de folículos e cicatrizes na conjuntiva palpebral superior e alterações na posição dos cílios.

O diagnóstico laboratorial, de um modo geral, deve ser utilizado para a constatação da circulação da bactéria causadora do tracoma na comunidade, e não para a confirmação de cada caso, individualmente. A técnica laboratorial padrão, para o diagnóstico das infecções por Chlamydia trachomatis é a cultura, porém não é utilizada como rotina nos laboratórios de saúde pública.

O tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é o antibiótico azitromicina na dose de 20mg/kg de peso em dose única, via oral, dose máxima 1g. O SUS disponibiliza tratamento gratuito de azitromicina nas apresentações em comprimidos de 500mg e suspensão de 600mg.

O objetivo do tratamento é a cura da infecção, interrupção da cadeia de transmissão da bactéria e diminuição da circulação do agente etiológico na comunidade, o que leva à redução da frequência das reinfecções e da gravidade dos casos. Para impacto no controle do tracoma, em áreas de alta endemicidade, faz-se necessária a adoção de medidas de controle como o uso de antibióticos em massa, de toda a população, e medidas de melhorias ambientais, de saneamento e educação em saúde.

Artigo atualizado em 28/01/2026 05:26.
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