Publicado em 10 mar 2026

Os sintomas médicos da hipertensão arterial

Redação

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica de causa multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), geralmente não associada a sintomas. Contudo, frequentemente, a HAS é associada às alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

Os sintomas clínicos da hipertensão arterial sistêmica (HAS) incluem pacientes frequentemente assintomáticos. Os sintomas e sinais comumente relatados incluem cefaleia (dor de cabeça), dispneia (falta de ar), dor torácica, palpitações, edema periférico, claudicação intermitente (dor ao caminhar por doença arterial periférica), visão turva / alterações visuais, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), hematúria, tontura.

Sintomas que sugerem hipertensão secundária: fraqueza muscular ou crises de tetania, cãibras (associadas a hipocalemia), arritmias (possível associação com hipocalemia/aldosteronismo primário), edema pulmonar súbito (sugestivo de estenose da artéria renal em contexto apropriado), sudorese e palpitações associadas a dores de cabeça frequentes (tríade do feocromocitoma: cefaleia, sudorese, palpitações), ronco e sonolência diurna (sugestivos de apneia obstrutiva do sono).: 

Achados no exame físico relacionados a sintomas: deficiências visuais, déficits sensitivos ou motores, piora cognitiva, sinais cardíacos: palpação e ausculta anormais, estase jugular, sinais de insuficiência cardíaca, edema periférico, sinais renais: polidipsia, poliúria, noctúria, hematúria. sinais vasculares periféricos: extremidades frias, ausência ou diminuição de pulsos, diferença entre membros, fundo de olho: alterações compatíveis com retinopatia hipertensiva (avaliar especialmente em HAS grave ou com diabetes).

MS-PCDT: Hipertensão Arterial Sistêmica garante que, além de ser causa direta de cardiopatia e nefropatia hipertensivas, a HAS é fator de risco linear e contínuo para doenças decorrentes de aterosclerose e trombose, que se manifestam, predominantemente, por doença isquêmica cardíaca, cerebrovascular, vascular periférica e renal, assim como de morte prematura. Em decorrência de cardiopatia hipertensiva e isquêmica, é também fator etiológico de insuficiência cardíaca e fibrilação atrial.

Além disso, quando iniciada em fases precoces da vida, a HAS é um fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer e demência vascular. Dessa forma, a HAS é uma das causas relacionadas à maior redução da expectativa de vida e da qualidade de vida dos indivíduos.

Estima-se que o tratamento e o acompanhamento (hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos) de adultos com HAS representaram um custo de, aproximadamente, R$ 2 bilhões em 2018 para o SUS. Além da carga financeira, a HAS é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

De acordo com estimativas, entre 1990 e 2019, 1,28 bilhão de pessoas entre 30 anos e 79 anos em todo o mundo apresentavam hipertensão, representando 33% da população nessa faixa etária. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 23,9% de indivíduos com 18 anos ou mais de idade relataram diagnóstico para HAS, o que equivale a 38,1 milhões de pessoas.

A HAS também é maior entre mulheres (26,4%) do que em homens (21,1%), e aumenta com a idade, tendo sido referida por 56,6% entre as pessoas de 65 anos a 74 anos, e 62,1% entre as pessoas com 75 anos ou mais de idade. Em 2021, foram notificados 39.966 óbitos atribuíveis à HAS no Brasil.

Os fatores de risco específicos para HAS incluem características genética, idade (quanto maior a idade, maior o risco), sexo masculino, etnia (preta), sobrepeso ou obesidade, hiperglicemia, ingestão elevada de sódio e reduzida de potássio, consumo elevado de bebidas alcoólicas, tabagismo, inatividade física e a apneia obstrutiva do sono. Determinantes sociais como a urbanização, baixa renda familiar anual, baixa escolaridade, residir em bairros desfavorecidos, em área com escassez de profissionais de saúde e as condições de moradia estão envolvidos no desenvolvimento da HAS e doenças cardiovasculares.

Além disso, alguns medicamentos e drogas ilícitas têm potencial de elevar a PA ou dificultar seu controle, tais como os inibidores da monoaminaoxidase, simpaticomiméticos, como descongestionantes nasais (fenilefrina), antidepressivos tricíclicos (imipramina e outros), hormônios tireoidianos, contraceptivos orais, anti-inflamatórios não esteroides, carbexonolona e liquorice, glicocorticoides, ciclosporina, eritropoietina, drogas ilícitas (cocaína, Cannabis sativa, anfetamina e 3,4-metilenodioximetanfetamina - MDMA, entre outras.

Artigo atualizado em 24/02/2026 04:23.
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