As causas médicas da virose
Redação
A virose é um termo genérico que se refere a qualquer tipo de doença causada por vários tipos de vírus, sendo que os mais comuns são o adenovírus e o rotavírus. Geralmente, a infecção dura entre dois e quatro dias em adultos saudáveis, mas pode chegar a dez dias de sintomas, principalmente em crianças e bebês.

Tecnicamente, a virose é o nome dado a qualquer infecção que tenha sido provocada por um vírus que nem sempre é identificado — daí o uso desse termo genérico para descrever esse quadro de saúde. No caso da virose gastrointestinal, ela recebe o nome técnico de gastroenterite e é caracterizada pela inflamação ou infecção, provocada na maioria das vezes por vírus, da mucosa que reveste o tubo digestivo, desde o estômago até o intestino.
Os principais agentes causadores desse tipo de virose são o rotavírus, o adenovírus e o norovírus – conhecidos por atacar justamente o sistema gastrointestinal uma vez que infectem o organismo. As viroses gastrointestinais podem ser transmitidas principalmente de duas formas: por meio de gotículas que saem da boca ou do nariz quando falamos, tossimos ou espirramos; ou contato fecal-oral, entrando em contato com mãos, objetos ou alimentos que tenham sido contaminados com fezes de algum indivíduo doente.
Em comparação com quadros de intoxicação alimentar, provocados por bactérias e outros microrganismos, a viroses costumam provocar sintomas mais leves e ter uma evolução mais rápida. Dentre os sintomas mais comuns, estão: a diarreia; náuseas e vômitos; tontura; dor abdominal; falta de apetite e febre.
Em alguns casos, como crianças muito pequenas, idosos ou indivíduos com doenças crônicas, as viroses podem causar um quadro clínico mais grave. A virose pode provocar febre, mas ela não costuma ser muito alta e nem sempre está presente.
Além disso, o sintoma é mais comum em crianças (que possuem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento) e pessoas com a imunidade comprometida. Além do desconforto e incômodo intensos, as viroses podem representar um risco maior para as crianças, bem como para os idosos e pessoas com comorbidades.
Isso porque elas tendem a desidratar com mais rapidez em casos de gastroenterite com a presença de vômitos e diarreia, por exemplo. Por isso, é importante levá-los ao médico tão logo os sintomas apareçam para garantir que ela não se agrave.
O diagnóstico s geralmente é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente levando-se em conta o contexto epidemiológico (ou seja, se a cidade ou localidade está apresentando uma alta no volume de casos). No entanto, em alguns casos, o médico pode, se achar necessário, solicitar exames laboratoriais (como painel viral e cultura de bactérias) para identificar o agente causador da doença.
Na maioria dos casos, as viroses costumam ter uma evolução benigna e se resolver de forma espontânea em cerca de sete dias, especialmente em crianças maiores e adultos jovens. O tratamento para a maioria dos casos de gastroenterite é de suporte.
Em casa, o paciente deve repousar e manter-se bem hidratado com o consumo de líquidos como soros de reidratação, isotônicos, sucos e chás. Os sintomas das viroses também podem ser amenizados com medicamentos que diminuem a febre, a dor, as náuseas e a diarreia.
No entanto, todos esses remédios devem ser prescritos por um médico, que vai avaliar a necessidade ou não deles. Vale ressaltar que não há necessidade de usar antibióticos para tratar viroses causadas por vírus — já que esse tipo de medicamento combate apenas as infecções provocadas por bactérias.
Além disso, é recomendável consumir refeições leves, com pouco tempero e poucas fibras enquanto os sintomas estiverem presentes. Em casos mais complexos, quando o paciente não consegue se alimentar e nem hidratar por via oral, pode ser necessário receber soro intravenoso no hospital para reidratar o corpo.
A virose respiratória é uma condição geralmente autolimitada, caracterizada por tosse aguda que tende a ceder com a resolução da causa. A tosse nas viroses respiratórias costuma ser seca e pode se estender por um período que, em geral, não ultrapassa 8 semanas.
Em alguns casos, a tosse pode se prolongar devido a uma resposta inadequada do hospedeiro a estímulos iniciais, mesmo subclínicos, como infecção viral ou exposição a irritantes (vapores, poeiras, gases tóxicos). Fatores genéticos e hormonais podem perpetuar essa resposta.
A investigação diagnóstica da tosse aguda em viroses respiratórias geralmente se baseia em anamnese e exame físico, pois os dados costumam ser compatíveis com quadro viral comum. A tosse é tipicamente seca e autolimitada, estendendo-se raramente além de 3 a 8 semanas.
Em casos de suspeita de aspiração de corpo estranho ou tosse com escarro hemoptoico, são indicados exames invasivos ou específicos para diagnóstico diferencial. Em relação à febre associada a viroses, esta costuma ser de início recente, com duração de poucos dias, e está frequentemente associada a infecções virais e bacterianas piogênicas dos tratos respiratório, urinário ou gastrointestinal.
A febre tende a apresentar picos elevados inicialmente, reduzindo-se em 2 a 3 dias e normalizando-se em até uma semana, sendo comum em crianças e adolescentes. É importante destacar que, apesar de a maioria das viroses respiratórias ser autolimitada, algumas podem prolongar sintomas ou evoluir para complicações, exigindo acompanhamento clínico adequado.