Publicado em 21 abr 2026

O compliance da vida real envolve a governança, o risco e a responsabilidade

Redação

O compliance eficaz é prático e depende do compromisso real da alta gestão, não de modelos teóricos ou estruturas formais sem poder, como evidenciado no caso do Banco Master. Sem accountability e investimento, o compliance se torna apenas simbólico, comprometendo a governança e colocando em risco a sustentabilidade das empresas.

Patricia Punder e Geraldo Medeiros – 

Com a sobriedade que apenas uma longa estrada profissional confere, olho para os últimos longos anos dedicados ao compliance e às múltiplas funções que orbitam esse campo, como auditoria, governança, controles internos e gestão de riscos, falamos em maturidade não como sinônimo de certeza, mas como consciência dos limites. Como ensinava Sócrates, reconhecer a própria ignorância é o primeiro passo da sabedoria.

No compliance, quem se apresenta como portador de respostas definitivas normalmente não compreendeu a complexidade do problema que afirma dominar. A prática ensina que o compliance não busca soluções ideais, mas soluções possíveis, onde o desafio real não está em construir modelos teóricos impecáveis, e sim em encontrar o ponto de equilíbrio, sempre instável, entre mitigação de riscos, continuidade do negócio e tomada de decisão em ambientes imperfeitos, sob pressão e com recursos limitados.

O compliance eficaz não é ornamental nem estático, ele é operacional, adaptativo e sobretudo, viável no mundo real. Ainda assim, se consolidou no mercado um discurso que poderia ser d...

Artigo atualizado em 09/04/2026 11:16.
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