Publicado em 14 jul 2026

As causas médicas da epitrocleíte

Redação

Também conhecida como cotovelo de golfista ou epicondilite interna. Trata-se de uma tendinite que se associa a dor na região interna do cotovelo. Essa dor pode irradiar para o antebraço e para o pulso. É uma perturbação semelhante ao cotovelo de tenista mas, ao contrário desta tendinite que afeta a região externa do cotovelo, afetada sua região interna.

A epitrocleíte é uma condição inflamatória que acomete a região da epitroclea, que é a proeminência óssea medial do úmero, próxima ao cotovelo. Embora o termo específico epitrocleíte não tenha sido encontrado diretamente nos documentos, há referência a procedimentos relacionados à epitroclea, como o tratamento cirúrgico de fraturas e lesões fisárias da epitroclea do úmero.

Conforme o SIGTAP: Procedimento 0408020350 - TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURA / LESÃO FISARIA DE EPICÔNDILO / EPITROCLEA DO ÚMERO, esse tratamento consiste na recuperação anatômica das fraturas e/ou lesões fisárias do epicôndilo e/ou epitroclea, por procedimento aberto, fixando com material de síntese os fragmentos fraturários reduzidos e restabelecendo a integridade articular, quando necessário. A epitrocleíte geralmente está associada a processos inflamatórios ou lesões na região medial do cotovelo, podendo causar dor e limitação funcional.

O tratamento pode variar desde medidas conservadoras até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade e da presença de lesões associadas.

O sintoma clássico é uma dor localizada na região interna do cotovelo que se agrava com a atividade física e diminui com o repouso. Essa dor pode estender-se ao longo da região interna do antebraço.

Pode ocorrer rigidez do cotovelo, sensação de adormecimento ou de formigueiro que pode irradiar até aos dedos. Esta dor pode ter um início súbito ou gradual e agrava-se com os movimentos de swing com uma raquete ou um taco de golfe, com o apertar uma bola ou a mão de alguém, rodar uma maçaneta, levantar pesos, apanhar algo com a palma da mão virada para baixo ou com a flexão do pulso.

A amplitude do movimento do cotovelo está conservada porque a parte interna da articulação não está afetada. Se não for tratado, o cotovelo de golfista pode causar dor crónica, redução da amplitude de movimentos ou uma contratura fixa do cotovelo.

É importante referir que os tenistas e outros atletas (beisebol, ginástica) que usem de modo repetido o pulso, cerrem os dedos da mão, façam movimentos de flexão ou levantamento de peso podem também desenvolver cotovelo de golfista. Atividades como pintura, carpintaria, uso de computador, cozinha podem também causar cotovelo de golfista.

Esta lesão pode associar-se a outras condições como a síndrome do canal cárpico, tendinites de outros músculos e osteoartrite. A idade é também um fator de risco, sobretudo a partir dos 35 anos.

Depois do exame médico, é importante o estudo radiográfico para detecta as possíveis alterações do osso ou da articulação. A radiografia pode demonstrar a presença de calcificações nos tendões, sinal de que o processo já é antigo.

A ecografia permite estudar os tendões e, em alguns casos, poderá ser importante realizar uma ressonância magnética. Os exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos do antebraço são fundamentais para restaurar a função do tendão.

Artigo atualizado em 01/07/2026 10:37.
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