Publicado em 14 jul 2026

Entre o custo e o retorno, a conta da IA corporativa

Redação

O hype em torno da inteligência artificial (IA) lembra muito do que aconteceu com a migração para nuvem em 2020. Mas, assim como naquele período, é preciso reconhecer o abismo entre o saber e o fazer. Como transitar entre a curiosidade e a métrica dos resultados com a IA.

Gabriela Camano – 

Estamos vivendo um momento de déjà vu corporativo em 2026. Assim como na grande migração para a nuvem, em 2020, o mercado hoje corre para abraçar a IA com o mesmo fôlego e, por vezes, a mesma falta de planejamento.

O hype é inegável: 77% das empresas brasileiras declaram familiaridade com agentes de IA, segundo um estudo. Entretanto, o abismo entre o saber e o fazer é profundo.

Enquanto o vocabulário dos gestores está em dia, a execução prática ainda patina em experimentações que nem sempre encontram o caminho do balanço financeiro. Para que a IA gere negócios de fato, precisamos transitar da fase da curiosidade para a fase da métrica.

Os números ajudam a dimensionar esse descompasso. Um levantamento com cerca de 300 implementações corporativas apontou que aproximadamente 95% dos pilotos de IA não geram impacto mensurável em P&L.

Em paralelo, outros dados indicam que 29% das empresas da Fortune 500 já possuem algum produto de IA em produção. As duas estatísticas não se contradizem: elas medem coisas diferentes. Estar em produção significa uso ativo; gerar n...

Artigo atualizado em 01/07/2026 04:20.
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