Publicado em 06 out 2026

Os problemas clínicos da retinopatia diabética

Redação

A retinopatia diabética está entre as principais causas de perda de visão em pessoas entre 20 e 75 anos. Trata-se de uma complicação microvascular na retina que afeta cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabete melito (DM) e que é específica desta doença.

A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular do diabetes que acomete a retina e pode causar perda visual. O diagnóstico e o tratamento precoces reduzem o risco de dano visual irreversível.

O rastreamento envolve a diabetes mellitus tipo 1: realizar o primeiro exame oftalmológico até 5 anos após o diagnóstico ou no início da puberdade; a diabetes mellitus tipo 2: realizar exame oftalmológico imediatamente após o diagnóstico. O seguimento geralmente deve ser anual quando não há retinopatia ou quando há RD leve; em graus moderados ou graves, intensificar conforme a gravidade.

O MS-PCDT: Retinopatia Diabética explica que a retinopatia diabética (RD) está entre as principais causas de perda de visão em pessoas entre 20 e 75 anos. Trata-se de uma complicação microvascular na retina que afeta cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabete melito (DM) e que é de específica desta doença

No Brasil, a incidência da RD é de 24% a 39% da população diabética, sendo estimado que tenha uma prevalência de 2 milhões de casos. Após 20 anos de doença, estima-se que 90% dos diabéticos do tipo 1 (DM1) e 60% dos do tipo 2 (DM2) terão algum grau de RD.

Como a perda visual pode não estar presente nos estágios iniciais da retinopatia, o rastreamento oftalmológico de pessoas com diabete é essencial para permitir o diagnóstico e a intervenção precoce em caso de RD. Estudos internacionais indicam que o risco de cegueira pode ser reduzido para menos de 5%, se a RD for diagnosticada e tratada precocemente.

Por outro lado, estima-se que 50% da RD proliferativa não tratada possa evoluir para cegueira em 5 anos. O tratamento com fotocoagulação a laser e, mais recentemente, a farmacoterapia intraocular podem reduzir ou mesmo prevenir a perda visual relacionada à RD.

A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. Em pacientes com DM1 e DM2, a manutenção da hemoglobina glicada (HbA1c) a níveis < 7% é recomendada por ser capaz de reduzir o risco de progressão e incidência da RD e do edema macular diabético (EMD).

É recomendada a manutenção da pressão sistólica abaixo de 130mmHg, bem como a manutenção dos níveis de proteinúria < 30 mg/dL/24h, para a redução de progressão e incidência de RD e EMD. A manutenção de um perfil lipídico dentro dos valores recomendados para os diabéticos também é recomendada com o objetivo de se reduzir o risco de desenvolvimento ou progressão do EMD.

O primeiro exame oftalmológico para o rastreamento de RD em pacientes com de DM1 deverá ser procedido em até 5 anos após a instalação da DM ou no início da puberdade. No doente de DM2, o exame oftalmológico deverá ser realizado imediatamente após o diagnóstico dessa doença.

As avaliações deverão ocorrer anualmente, ou em menor período, dependendo do estágio da retinopatia diabética. Gestantes com diabete deverão se submeter a exame oftalmológico trimestral.

 

Artigo atualizado em 21/09/2026 02:15.
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