Publicado em 25 ago 2026

Os sintomas médicos da câncer do ovário

Redação

O câncer do ovário inclui as lesões primárias, que surgem das estruturas normais do ovário, e as lesões secundárias que são metástases de outros cânceres de outras partes do corpo. As lesões primárias incluem o carcinoma epitelial de ovário, que representa 70% de todos os tumores do ovário.

O câncer epitelial de ovário é descrito como a doença maligna ginecológica mais letal e a quinta causa mais comum de câncer em mulheres. Resulta da transformação maligna do epitélio da superfície do ovário, contíguo ao epitélio peritoneal. No Brasil, foram atribuídas 3.283 a 3.526 mortes por essa doença nos últimos anos.

A estimativa foi de 6.150 novos casos para 2019. A idade média das pacientes é de 60 anos. O risco ao longo da vida é de 1 em 70.

Há risco muito maior em mulheres com mutações germinativas, especialmente em genes BRCA1 e BRCA2.  Pacientes com câncer de ovário hereditário representam em torno de 18% dos casos diagnosticados.

Cerca de 80% a 85% das mulheres com mutação apresentam mutações patogênicas germinativas em BRCA1 e BRCA2. Os sintomas não são específicos e incluem: sensação de plenitude, dispepsia, edema, dor abdominal e distensão abdominal

Esses achados podem mimetizar outras condições e levar a diagnóstico tardio. Não há consenso internacional para uso como screening de rotina.

Pode estar elevado em outras condições benignas, como endometriose, doença inflamatória pélvica e gravidez. A ultrassonografia transvaginal é valiosa nos achados iniciais para sugerir benignidade ou malignidade.

A tomografia computadorizada deve ser solicitada apenas se indicada clinicamente. A ressonância magnética demonstrou melhores taxas de detecção em estágios mais precoces, mas tem limitação pelo alto custo.

O câncer de ovário é estadiado cirurgicamente. Não existe método diagnóstico não invasivo que substitua o estadiamento cirúrgico.

O tratamento pode ter potencial curativo ou paliativo, conforme estádio e diferenciação tumoral. Todas as mulheres com suspeita de câncer epitelial invasivo de ovário devem ser avaliadas por cirurgião ginecologista ou oncológico antes da terapia.

A cirurgia de resgate pode ser considerada em casos selecionados, como intervalo maior que 12 meses até a recorrência, boa resposta à quimioterapia anterior, possibilidade de ressecção completa, boas condições gerais e pacientes jovens. Pacientes com diagnóstico de neoplasia maligna epitelial de ovário ou de tuba uterina devem ser atendidas em hospitais habilitados em oncologia e com porte tecnológico suficiente para diagnosticar, tratar e realizar acompanhamento.

O MS-PCDT: Neoplasia Maligna Epitelial de Ovário (DDT) avalia que o câncer epitelial de ovário é a doença maligna ginecológica mais letal e a quinta causa mais comum de câncer em mulheres. Ele resulta da transformação maligna do epitélio da superfície do ovário, que é contíguo ao epitélio peritoneal.

O diagnóstico da câncer primário de tuba uterina é dificultado pela proximidade que guarda com a mucosa endometrial e o ovário. Por sua raridade (0,1% a 0,5% de todas as neoplasias genitais femininas) e o adenocarcinoma como a histologia predominante, o tratamento do carcinoma de tuba uterina, é semelhante ao câncer epitelial de ovário.

A incidência do câncer de ovário é mais alta na Europa e nos Estados Unidos e mais baixa no Japão e em países em desenvolvimento. A idade média das pacientes com a neoplasia é de 60 anos, e o risco de câncer de ovário ao longo da vida é de 1 em 70, mas há mulheres com risco muito maior, especialmente aquelas com mutações germinativas.

Um dos fatores de risco é a presença de uma mutação germinativa em gene de predisposição ao câncer de alta penetrância. As pacientes com câncer de ovário hereditário representam em torno de 18% das mulheres diagnosticadas com essa neoplasia, e cerca de 80% a 85% das mulheres com mutação apresentam mutações patogênicas germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2.

Os produtos de ambos os genes são essenciais na integridade da via de reparo do DNA, atuando na via de recombinação homóloga. Mutações germinativas em BRCA1 e 2 caracterizam-se por um risco elevado de desenvolvimento de diversos tumores, incluindo câncer de mama, segundo tumor primário de mama, câncer de ovário, de próstata, de pâncreas e melanoma.

Os riscos cumulativos vitais variam entre 8% e 62% para desenvolvimento de câncer de ovário, comparados com riscos ao longo da vida de aproximadamente 1,5% na população geral. Os cânceres epiteliais de ovário são classificados por grau histopatológico de 1 a 3.

O subtipo mais comum é a histologia serosa, seguida dos subtipos mucinosos e endometrioides. Os subtipos mais raros são os de células claras, transicionais, escamosos, mistos e os indiferenciados.

Atualmente, mais de 70% dos pacientes se apresentam coma neoplasia em estádio III ou IV com acometimento peritoneal ou metástases à distância, com taxas de sobrevida global (SG) em cinco anos inferiores a 20%. As pacientes costumam responder ao tratamento; no entanto, há altos índices de recidiva que são mais frequentes.

Artigo atualizado em 10/08/2026 04:16.
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