Publicado em 25 ago 2026

As causas clínicas da bexiga hiperativa

Redação

O sintoma principal é a sensação de urgência miccional. Esta sensação é quase incontrolável e acompanha-se do receio de não se conseguir chegar a um quarto de banho a tempo. Pode ocorrer, ou não, perda de alguma urina. Ocorre, ainda, um aumento no número de micções diárias e é comum o acordar durante a noite mais do que uma vez com vontade de urinar.

O termo bexiga hiperativa refere-se ao conjunto de sintomas de frequência e urgência, acompanhados ou não por incontinência, na ausência de doenças ou fatores irritativos locais que poderiam ser sua causa. O diagnóstico tem por base a queixa clínica, exame físico, exames laboratoriais de rotina, estudo urodinâmico, no qual são identificadas as contrações vesicais involuntárias (ou não inibidas).

Na história clínica, os sintomas tipicamente descritos incluem: urgência: desejo miccional súbito e intenso, frequência: aumento do número diário de micções, noctúria: necessidade de acordar à noite para urinar, e incontinência de urgência: perda urinária precedida ou acompanhada de intenso desejo miccional. Devem ser considerados para excluir condições que simulam bexiga hiperativa: urina tipo I, urocultura, sedimento urinário, creatinina sérica e glicose.

Os documentos mencionam o treinamento vesical como terapia de primeira linha para adultos com incontinência urinária de urgência, mudanças de hábitos: redução de fluidos, cafeína, alimentos ácidos e álcool; perda de peso; cessação do tabagismo; tratamento da constipação, e o treinamento dos músculos do assoalho pélvico.

O MS-PCDT: Incontinência Urinária não Neurogênica alerta que o o termo incontinência urinária (IU) refere-se à queixa de qualquer perda de urina, que pode ser involuntária, provocada pelo indivíduo ou descrita por um cuidador. Essa perda involuntária pode estar associada com a urgência e também com esforço ou esforço físico, incluindo atividades esportivas, ou em espirros ou tosse.

A IU é uma condição que afeta a qualidade de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social das pessoas. A IU pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos.

Um estudo na população dos EUA estimou que 12 milhões de pessoas sofrem de IU. Estima-se que 200 milhões de pessoas vivam com incontinência ao redor do mundo e que entre 15% e 30% das pessoas acima de 60 anos que vivem em ambiente domiciliar apresentam algum grau de incontinência.

Entretanto, o número exato de pessoas acometidas pode ser muito maior do que as estimativas atuais, visto que muitas delas não procuram ajuda por vergonha, acreditando que o problema seria uma consequência normal do envelhecimento ou, ainda, que não existe tratamento. Estudo brasileiro conduzido em população idosa relatou uma prevalência de IU de 11,8% entre os homens e de 26,2% entre as mulheres.

As mulheres têm maior predisposição de apresentar essa condição. As mulheres apresentam uma menor capacidade de oclusão uretral e isso se deve ao fato de a uretra funcional feminina ser mais curta e a continência depender não somente do funcionamento esfincteriano adequado, mas também de elementos de sustentação uretral (músculos e ligamentos) e transmissão da pressão abdominal para o colo vesical.

Inúmeras situações podem levar a IU. A identificação da sua causa é essencial para o tratamento adequado. De maneira geral, a presença de IU pode ser dividida de acordo com a etiologia em neurogênica, por exemplo, por lesão medular traumática, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral) e não neurogênica (p. ex. hiperatividade detrusora.

Artigo atualizado em 10/08/2026 04:17.
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