A transformação digital só escala quando deixa de ser agenda de tecnologia da informação
Redação
A questão central não deve ser escolher entre rapidez e qualidade. A velocidade sem arquitetura pode gerar retrabalho, custos adicionais e riscos operacionais. É como construir uma ponte sem planejar as estradas que chegam até ela. A conexão é o que garante valor no longo prazo.

Wagner Camargo –
A pergunta que deveria ocupar o board hoje não é mais quando a empresa vai avançar na transformação digital. Essa etapa já passou.
A questão central é quanto valor ainda está preso em sistemas que não conversam, dados pouco confiáveis, processos fragmentados e iniciativas de inteligência artificial (IA) que ainda não saíram da fase experimental. O investimento global em IA deve chegar a US$ 2,52 trilhões em 2026, segundo o Gartner, o que representa alta de 44% sobre o ano anterior.
O dado mostra a força do movimento, mas também revela um alerta: investir em tecnologia não significa, automaticamente, capturar valor. Sem integração, governança e adoção pelas pessoas, a transformação avança no discurso, mas não ganha escala na operação.
No universo SAP, esse desafio é ainda mais concreto. Grandes empresas convivem com ambientes complexos, sistemas legados, novas plataformas e pressão crescente por eficiência, inovação e decisões baseadas em dados. Fazer tudo isso se comunicar com fluidez se tornou uma condição estratégica para crescer com previsibilidade.
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