As causas da infecção larva migrans cutânea ou bicho geográfico
Redação
A larva migrans cutânea ou bicho geográfico é uma infecção de pele causada por larvas de parasitas de cães e gatos, principalmente a Ancylostoma braziliense). Caracteriza-se por lesões eritematosas, lineares e pruriginosas, que formam caminhos sinuosos na pele, comuns em pés e nádegas. O tratamento envolve medicamentos antiparasitários orais (como ivermectina ou albendazol) ou tópicos.

Os agentes etiológicos incluem as larvas de ancilostomídeos originárias de cães e gatos, citadas como Ancylostoma caninum, Ancylostoma braziliensis, Bunostomum phlebotomum e Uncinaria stenocephala. Os hospedeiros/reservatório são os cães e gatos (larvas de hookworm de cães/gatos).
A infecção ocorre quando as larvas desses helmintos migram através da pele e as larvas frequentemente penetram pela pele de pés descalços. A migração larval produz padrão cutâneo elevado, vermelho e em faixa serpiginosa (lesão “em trilha”).
As medidas mencionadas de prevenção são o saneamento público e vermifugação de cães e gatos que podem reduzir a infestação por hookworms. Uso de calçados em áreas onde há ocorrência conhecida de infestação por hookworms.
Assim, a larva migratória cutânea é causada por Ancylostoma spp, mais comumente oriundas de gatos e cães (Ancylostoma braziliense).
Ovas de ancilostomídeos nas fezes de cães ou gatos se transformam em larvas infectantes quando deixadas em solo úmido ou areia quente.
A transmissão ocorre quando a pele entra em contato direto com o solo ou areia contaminados e a larva penetra na pele não protegida, geralmente nos pés, pernas, glúteos ou dorso. A larva migratória cutânea é observada em todo o mundo, sendo mais comum nos trópicos.
A larva migrans cutânea causa prurido intenso. Sinais são pápulas e eritema no local da penetração, seguida de um trajeto sinuoso por um túnel filiforme subcutâneo de cor vermelho-amarronzada.
Os pacientes também podem desenvolver pápulas e vesículas que se assemelham à chamada foliculite por ancilóstomo. A larva migratória cutânea pode ser complicada por uma reação pulmonar autolimitada, denominada síndrome de Löffler (infiltrado pulmonar em placas com eosinofilia sanguínea periférica).
O diagnóstico da larva migrans cutânea é por história e aparência clínica. A infecção pode desaparecer espontaneamente após algumas semanas, o desconforto e risco de infecção bacteriana secundária justificam o tratamento.
O tratamento consiste em terapia anti-helmíntica com agentes orais ou tópicos. Em geral, preferem-se medicamentos orais, pois normalmente eles são bem tolerados e mais fáceis de utilizar e obter do que agentes tópicos.
Ivermectina e albendazol orais são opções de tratamento eficazes. Pomada de albendazol tópica a 10% (composta) e tiabendazol 15% na apresentação líquida ou de creme (composto) podem ser utilizados como alternativas.