Publicado em 09 jun 2026

As manifestações clínicas da apendicite

Redação

A apendicite é uma inflamação do revestimento interno do apêndice, pequena estrutura situada na primeira porção do intestino grosso, no lado direito do abdómen. É um processo relativamente comum que se faz acompanhar de manifestações muito diversas e, por vezes, enganadoras que simulam outros quadros clínicos, o que implica um atraso no diagnóstico. A apendicite ocorre mais frequentemente entre os 10 e 30 anos, com discreto predomínio no sexo masculino e pode ter uma taxa de mortalidade de 0.25%.

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo na criança e se caracteriza inicialmente por dor visceral, geralmente periumbilical, que migra para o quadrante inferior direito do abdome, localizando-se no ponto de projeção do apêndice (ponto de McBurney). A dor evolui para um tipo somático, com defesa muscular e hipersensibilidade à palpação, podendo haver rigidez da musculatura abdominal.

Em neonatos e lactentes, o quadro pode ser atípico, com distensão abdominal, vômitos, febre, massa abdominal palpável e celulite da parede abdominal. O diagnóstico clínico é complementado por exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia e tomografia, que auxiliam na confirmação da inflamação do apêndice.

O tratamento cirúrgico (apendicectomia) é o padrão, podendo ser realizado por via aberta ou laparoscópica. Em casos de abscesso, pode-se iniciar antibioticoterapia e drenagem antes da cirurgia.

Quanto à antibioticoterapia, o metronidazol injetável tem eficácia comprovada na profilaxia e tratamento da apendicite aguda, especialmente em casos de apendicite gangrenosa, perfurada ou com peritonite. Estudos randomizados demonstraram que o metronidazol é mais eficaz que a cefoxitina em apendicite grave, com menor índice de complicações.

Em crianças, a profilaxia com metronidazol pré-operatório reduziu complicações de 9% para 1%. Em estudo prospectivo controlado, pacientes tratados com metronidazol apresentaram incidência de complicações de 3,4%, contra 17,5% no grupo controle sem antibiótico.

O metronidazol é indicado para pacientes nos quais a via oral está contraindicada ou impossibilitada, atuando contra bactérias anaeróbias comuns em infecções intra-abdominais, como Bacteroides fragilis, Clostridium spp., Fusobacterium, entre outros. O quadro clínico inclui a dor abdominal inicialmente periumbilical, migrando para o quadrante inferior direito, febre, vômitos, defesa muscular e sinais de peritonite.

O diagnóstico pode ser feito por exame físico, sinais de Blumberg, rigidez do músculo iliopsoas e obturador, exames laboratoriais e de imagem. O tratamento: apendicectomia (aberta ou laparoscópica), antibioticoterapia profilática e terapêutica com metronidazol injetável, especialmente em casos complicados.

Eficácia do metronidazol: comprovada em estudos clínicos, reduzindo significativamente as complicações pós-operatórias. Geralmente, o bloqueio dentro do apêndice faz com que o órgão se inflame e fique infectado.

Dor abdominal, náusea e febre são comuns. É realizada uma cirurgia exploratória ou um exame de imagem como, por exemplo, uma tomografia computadorizada ou ultrassonografia.

O tratamento envolve cirurgia para remover o apêndice e antibióticos para tratar a infecção. O apêndice é um pequeno segmento em forma de dedo que emerge do intestino grosso, perto do local onde este se une.

A causa da apendicite não é compreendida totalmente. Porém, na maioria dos casos, um bloqueio dentro do apêndice provavelmente inicia o processo.

O bloqueio pode ser causado por um pedaço pequeno e duro de fezes (fecaloma), um corpo estranho, um tumor ou, em casos raros, até mesmo vermes. Como resultado do bloqueio, o apêndice se inflama e fica infectado.

Se a inflamação permanecer sem tratamento, o apêndice pode sofrer uma ruptura. A ruptura do apêndice também pode causar a formação de uma bolsa de pus infectada (abscesso).

Como resultado, uma peritonite (inflamação e geralmente infecção da cavidade abdominal, que pode resultar em uma infecção possivelmente de risco à vida) pode se desenvolver. Em mulheres, os ovários e as tubas uterinas podem ficar infectados e o tecido cicatricial resultante pode bloquear as trompas de Falópio e causar infertilidade. Um apêndice com ruptura também pode permitir que bactérias infectem a corrente sanguínea – um quadro clínico de risco à vida conhecido como sepse.

Artigo atualizado em 26/05/2026 03:27.
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