Publicado em 28 abr 2026

As condições clínicas da unha encravada

Redação

A unha encravada acontece quando há um aumento de pressão sobre a unha, fazendo com que ela cresça em direção à pele, o que causa lesões e dores. O mais comum é que essa condição apareça no dedão do pé, mas também ocorre em outros dedos, inclusive das mãos.

A unha encravada, ou onicocriptose, é uma condição comum caracterizada pela penetração da borda da unha na pele adjacente, causando dor, inflamação e, frequentemente, infecção local. Embora não se tenha uma descrição direta da onicocriptose, há informações relevantes sobre os cuidados e os tratamentos relacionados a unhas, especialmente no contexto de infecções e cuidados tópicos.

Cuidados gerais para unhas com problemas (incluindo encravadas) incluem uma higiene adequada, mantendo a área limpa e seca para evitar infecções secundárias. Deve-se cortar as unhas retas, evitando arredondar as bordas para prevenir que a unha penetre na pele.

Para pessoas que lidam com solventes ou produtos químicos, recomenda-se o uso de luvas impermeáveis para proteger a unha e a pele ao redor. Há tratamentos tópicos para infecções ungueais (que podem coexistir com a unha encravada)

Esmaltes antifúngicos são indicados para tratamento de micoses ungueais, que podem complicar quadros de unha encravada. A aplicação desses esmaltes deve seguir rigorosamente as instruções: lixar a unha afetada para remover áreas comprometidas, limpar e desengordurar a superfície da unha com álcool isopropílico ou removedor de esmalte, aplicar o esmalte diretamente sobre a unha afetada, evitando contato com a pele.

Deixar secar por 3-5 minutos antes de aplicar esmaltes cosméticos. Repetir a aplicação conforme prescrição médica, geralmente por períodos prolongados (6 meses para unhas das mãos e 9-12 meses para unhas dos pés).

Em casos graves, com acometimento da matriz ungueal, pode ser necessário associar tratamento sistêmico. O manejo clínico pode incluir o alívio da dor e inflamação, correção da borda ungueal que está encravada, podendo envolver desbridamento ou cirurgia em casos mais graves, prevenção de infecção secundária com cuidados locais e, se necessário, antimicrobianos tópicos ou sistêmicos.

O tratamento da unha encravada deve ser individualizado, considerando a gravidade e presença de infecção. A colaboração do paciente é fundamental para o sucesso do tratamento, incluindo cuidados domiciliares e seguimento médico.

Os sintomas do encravamento são dor, inchaço e vermelhidão nos cantos das unhas, que podem até mesmo soltar pus. As causas incluem o uso de sapatos apertados ou de bico fino; prática de esportes, como corrida e futebol ou outras atividades que causem trauma nas unhas dos pés; uso de meias sintéticas ou muito apertadas; dedo muito largo ou desviado pode favorecer a compressão pelo sapato; e corte errado das unhas, arredondando os cantos.

Outros fatores, como anormalidades no formato da unha podem favorecer o encravamento. O excesso de suor nos pés deixa o ambiente ainda mais úmido e pode machucar a pele ao redor das unhas, contribuindo para o surgimento do problema.

O tratamento da unha encravada pode ser feito sem cirurgia, caso o problema esteja no início. Nos casos mais simples, a aplicação de órteses (aparelho provisório) ou chumaços de algodão para separar a ponta de unha da pele ao redor, podem resolver o problema.

Em outros casos, pode ser indicado o uso de banhos de imersão (colocar de molho o pé afetado) em soluções contendo antissépticos ou em água quente com sal podem ajudar a reduzir a inflamação. Com o passar do tempo, sem cuidados, o problema pode se agravar com a formação de um granuloma piogênico, popularmente conhecido como carne esponjosa que, além de provocar dor, apresenta pus, calor, inchaço, deformação do dedo afetado, sangra facilmente e pode ocasionar dificuldade para caminhar.

Essa complicação da unha encravada deve ser tratada pelo médico dermatologista por meio de procedimentos como a aplicação de ácidos na lesão, uso de terapia por frio ou gelo (crioterapia) e medicamentos antibióticos. Caso isso não resolva o quadro, está indicada a cirurgia.

A cirurgia, quando necessária, é feita com anestesia local e, na maioria das vezes, não é necessário remover toda a unha, pois ela, certamente, encravará de novo quando crescer. O tratamento cirúrgico é usado para desobstruir a passagem da unha, retirando até sua matriz e o canto que encrava, que poderá, então, crescer livremente.

Desde que o paciente evite os hábitos que o levaram a desenvolver o problema, dificilmente a unha vai encravar novamente. Como prevenção, fazer corte reto nas unhas, evitando arredondar os cantos; evitar sapatos e meias apertadas ou de tecidos sintéticos; e evitar sapatos de bico fino.

Artigo atualizado em 14/04/2026 11:11.
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