Publicado em 30 jun 2026

Os fatores de riscos da dor regional da anca

Redação

Em comparação com outras áreas do corpo, a articulação da anca é um modelo de resistência. Na realidade, é necessária força considerável para lesar uma anca saudável porque os grandes músculos da coxa, da região lombar e dos glúteos suportam esforços muito intensos. Mesmo assim, podem ocorrer lesões relacionadas com o desporto. As lesões da anca são bastante comuns, correspondendo a cerca de 5% a 6% das queixas músculo-esqueléticas no adulto e a cerca de 10% a 24% das queixas nas crianças.

A dor na região do quadril (anca) pode ter diversas origens, incluindo causas musculoesqueléticas, neuropáticas e inflamatórias. Para avaliação clínica, é importante considerar as características da dor na anca.

Uma dor nociceptiva, geralmente profunda, em peso, pontada, aperto, latejamento, tensão ou queimação, pode estar associada a condições como osteoartrite do quadril, tendinopatias e dor miofascial. Uma dor neuropática ou dor superficial, em queimação, sensação de frio doloroso, choque, formigamento, amortecimento, coceira, alfinetada e agulhada, pode ocorrer em casos de compressão nervosa ou neuropatias.

Uma dor nociplástica ou hipersensibilidade em tecido não lesionado, com sensação de peso, tensão e dolorimento, como na fibromialgia. Deve-se fazer uma avaliação clínica, como a história da dor: duração, intensidade, localização precisa, irradiação, fatores que agravam ou aliviam a dor. Exame físico: palpação para identificar pontos dolorosos, pontos-gatilho miofasciais (que podem gerar dor referida na região do quadril e membros inferiores), avaliação da força muscular, sensibilidade e reflexos.

Exames complementares: podem incluir radiografias, ressonância magnética, eletroneuromiografia para avaliar estruturas ósseas, articulares e nervosas. As causas comuns de dor na anca incluem a osteoartrite do quadril: doença degenerativa que causa dor relacionada à atividade, rigidez matinal e limitação funcional.

Síndrome da dor miofascial: pontos-gatilho no glúteo mínimo e outros músculos podem gerar dor referida na região do quadril, nádegas e membros inferiores, mimetizando ciatalgia. Tendinopatias e entesopatias: dor localizada na palpação dos tendões e ligamentos ao redor do quadril.

Dor neuropática: compressão ou lesão de nervos que inervam a região do quadril. O diagnóstico diferencial inclui diferenciar dor nociceptiva, neuropática e nociplástica é fundamental para direcionar o tratamento.

Utilização de questionários como DN4 e escala LANSS pode ajudar a identificar componente neuropático da dor. O tratamento depende da causa, podendo incluir anti-inflamatórios, analgésicos, fisioterapia, e em casos específicos, tratamentos para dor neuropática ou miofascial.

A dor pode assumir diferentes formas – na maior parte das vezes aguda, surda ou dolorosa. É frequentemente acompanhada de uma sensação de rigidez ou de limitação da amplitude de movimentos.

Por vezes, também se verifica um inchaço da articulação. A dor pode ocorrer quando está sentado, deitado ou a caminhar.

O local de onde vem a dor indica o que a está a causar. Dor no interior da articulação ou na virilha: indica um problema diretamente na articulação da anca.

Dor à volta da articulação, na coxa ou nas nádegas: é normalmente um sinal de problemas nos músculos, ligamentos ou tendões na zona da anca. A dor na anca proveniente da coluna vertebral não é invulgar e está normalmente relacionada com problemas na zona lombar.

Os doentes descrevem-na, por vezes, como uma dor nas costas que chega à anca. A anca (o quadril) é uma das maiores articulações do corpo. Liga os membros inferiores e o tronco, dando apoio a todo o corpo.

É uma articulação esférica constituída por uma cabeça, que se encontra na extremidade superior do fémur, e por um encaixe formado pelos ossos da bacia. A forma e as características da anca permitem uma variedade de movimentos – flexão, extensão, extensão para fora do corpo, extensão em direção ao eixo do corpo, rotação externa e rotação interna.

Uma anca saudável é uma articulação muito forte e estável, mas várias doenças ou condições podem enfraquecê-la e limitar a sua função. A articulação da anca é constituída por diferentes componentes: ossos, cartilagem, membrana sinovial, bursa (um pequeno saco cheio de líquido que envolve as articulações e os tendões), ligamentos, tendões e músculos.

Artigo atualizado em 18/06/2026 10:24.
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