As empresas ainda não transformam a IA em decisões com impacto real nos negócios
Redação
A inteligência artificial entrou em uma nova fase, a de responder para decidir. Embora mais de 70% das interações digitais já sejam automatizadas, menos de 15% geram impacto real em receita, revelando que a automação por scripts chegou ao limite. Além disso, os vieses em sistemas de inteligência artificial (IA) podem se manifestar de diferentes maneiras. Os que aprendem padrões a partir de dados podem potencialmente refletir o viés social existente contra grupos. Embora algum viés seja necessário para abordar os objetivos do sistema de IA, ou seja, viés desejado, pode ocorrer viés não pretendido segundo esses objetivos, representando viés indesejado no sistema de IA.

Da Redação –
A conversa sobre inteligência artificial cresceu de forma exponencial nos últimos dois anos. No entanto, por trás do entusiasmo, existe uma realidade menos debatida. Um estudo interno realizado pela Yalo aponta que, embora mais de 70% das interações digitais com clientes já envolvam algum nível de automação, menos de 15% geram impacto direto em receita, eficiência operacional ou decisões relevantes de negócio.

“A razão é simples e estrutural: automatizar não é o mesmo que decidir”, afirma Andres Stella, COO da Yalo. Durante anos, o especialista explica, o foco das empresas esteve em acelerar tarefas, reduzir fricção e escalar operações. Primeiro com regras, depois com bots e, em seguida, com IA aplicada a processos isolados.
Somado isso, os vieses em sistemas de IA podem ser introduzidos como resultado de deficiências estruturais no projeto do sistema, surgir de viés cognitivo humano mantido pelas partes interessadas ou ser inerentes aos datasets usados para treinar os...