As causas médicas da cirrose hepática
Redação
O fígado desempenha múltiplas funções como a síntese de proteínas (albumina e outras), de vitaminas e de fatores da coagulação que impedem as hemorragias, constitui uma reserva energética, contribui para a absorção dos alimentos, eliminação de toxinas provenientes do aparelho digestivo, de tóxicos (álcool e medicamentos, por exemplo) e defende o organismo contra infecções, entre outras.

A cirrose hepática é uma condição crônica caracterizada pela fibrose e regeneração nodular do fígado, resultando em comprometimento da função hepática e alterações estruturais que dificultam o fluxo sanguíneo hepático, levando à hipertensão portal. As principais causas incluem hepatites virais (B e C), doença hepática alcoólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, doenças autoimunes, doenças metabólicas (como hemocromatose e doença de Wilson), entre outras.
Quanto às manifestações clínicas, ocorre o comprometimento do estado geral e nutricional: fadiga, emagrecimento, perda de massa muscular, anorexia. Icterícia: ocorre devido ao prejuízo na função excretora do hepatócito, geralmente quando a bilirrubina sérica está acima de 2 mg/dL.
Ocorrem edemas e ascite, decorrentes de hipoalbuminemia e hipertensão portal. Sinais de hipertensão portal: circulação colateral, esplenomegalia, varizes esofágicas.
Alterações cutâneas: teleangiectasias, aranhas vasculares (spiders), eritema palmar, unhas esbranquiçadas. Alterações endócrinas: síndrome de feminização em homens, atrofia gonadal em mulheres, ginecomastia (frequentemente associada ao uso de espironolactona). Encefalopatia hepática: alterações neurológicas decorrentes da insuficiência hepática.
O diagnóstico pode ser baseado em sinais clínicos, exames laboratoriais e de imagem, sem necessidade obrigatória de biópsia em casos típicos. Métodos não invasivos para avaliação da fibrose hepática, como elastografia, APRI e FIB-4, são úteis para estadiamento.
Cirrose compensada apresenta taxa de sobrevida em 5 anos de aproximadamente 84%, com expectativa média de 10 a 13 anos. Cirrose descompensada tem sobrevida em 5 anos reduzida para 14-35% e expectativa média de 2 anos.
A cirrose aumenta o risco de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC), com risco acumulado em 5 anos de 10 a 17%. As complicações envolvem a descompensação hepática: icterícia, ascite, encefalopatia hepática, sangramento por varizes esofágicas. Síndrome hepatopulmonar, hipertensão portopulmonar.
Infecções frequentes devido à imunossupressão associada. Síndrome hepatorrenal.
O tratamento inclui a avaliação para transplante hepático em casos de cirrose descompensada. Controle das complicações clínicas e suporte nutricional. erapia antiviral em casos de hepatite viral associada. Monitoramento regular para detecção precoce de CHC.
Pode ser caracterizada pela fibrose e formação de nódulos no fígado, secundárias a lesões crônicas, levando à alteração da organização lobular normal do órgão. Diversos fatores podem lesar o fígado, incluindo infecções virais, toxinas, condições hereditárias ou processos autoimunes.
A cada lesão, o fígado inicialmente forma tecido cicatricial (fibrose) sem perder sua função. Após uma lesão crônica, a maior parte do tecido hepático torna-se fibrótica, levando à perda de função e ao desenvolvimento de cirrose.
Esta atividade revisa as causas, a avaliação e o manejo da cirrose hepática e destaca o papel da equipe multiprofissional no manejo de pacientes com essa condição. Caracterizada pela fibrose e formação de nódulos no fígado, secundárias a lesões crônicas, levando à alteração da organização lobular normal do órgão.
Diversos fatores podem lesar o fígado, incluindo infecções virais, toxinas, condições hereditárias ou processos autoimunes. A cada lesão, o fígado inicialmente forma tecido cicatricial (fibrose) sem perder sua função.