Publicado em 01 set 2026

Deve-se prestar atenção ao uso individual da IA, mas não pelo motivo que se imagina

Redação

As aplicações encontradas pelos próprios profissionais podem ajudar as empresas a identificar dificuldades da rotina, processos pouco estruturados e necessidades que ainda não foram transformadas em soluções mais consistentes.

Rodrigo Cabot – 

A inteligência artificial (IA) não entrou no ambiente de trabalho por uma única porta. Em alguns casos, ela chegou como recurso de uso direto, acionado por uma pessoa para realizar uma tarefa específica.

Em outros, foi incorporada a sistemas e ferramentas utilizadas pelas empresas, passando a apoiar atividades de determinadas áreas ou processos que atravessam diferentes etapas da operação. Isso não significa que o uso individual seja menor ou irrelevante.

Muitas vezes, é justamente nele que surgem as primeiras aplicações capazes de resolver problemas concretos. Se várias pessoas recorrem à tecnologia para encontrar informações, talvez o conhecimento esteja disperso ou pouco acessível.

Se ela é usada repetidamente para reorganizar documentos, pode haver um processo mal estruturado. Se funcionários buscam IA para interpretar dados, talvez faltem ferramentas adequadas ou apoio analítico.

O uso cotidiano passa, então, a funcionar como um mapa das necessidades que a organização ainda não transformou em soluções mais consistentes. O problema é que um uso eficaz para um...

Artigo atualizado em 18/08/2026 11:01.
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