Os erros que fazem as empresas perder dinheiro antes de a carga chegar
Redação
Com a alta dos fretes e as novas tarifas dos EUA, o capital imobilizado em operações internacionais virou um vilão silencioso que ameaça o fluxo de caixa das empresas brasileiras. Pode-se transformar a logística em decisão financeira para liberar o caixa antes mesmo de a carga chegar ao estoque. Documentação inconsistente, desembaraço inadequado e falta de integração logística prolongam o capital parado em operações internacionais e reduzem a competitividade.

Ronaldo Felix –
A alta do frete marítimo, os conflitos internacionais e as novas barreiras comerciais voltaram a pressionar empresas que dependem de operações de importação e exportação. Os conflitos armados em importantes rotas do comércio global têm afetado o transporte marítimo, provocado desvios de navegação e elevado os custos logísticos.
Paralelamente, o tarifaço promovido pelos Estados Unidos obriga setores brasileiros a rever destinos, contratos e estratégias logísticas. Nesse contexto, o capital parado em operações internacionais se transforma em um custo capaz de comprometer o caixa antes mesmo de a mercadoria chegar ao estoque.
Muitas empresas ainda calculam o preço da mercadoria, do frete e dos tributos, mas deixam de mensurar o impacto financeiro do tempo. O capital parado em operações internacionais não aparece apenas como um atraso logístico.
Ele pode reduzir a liquidez, comprometer o planejamento financeiro e pode impedir a empresa de fechar uma nova compra ou aproveitar outra oportunidade de negócio. Quando uma empresa paga antecipadamente por uma mercadoria, contrata...