A latência é o novo gargalo da IA na produção
Redação
A latência vem assumindo um assume um papel estratégico, principalmente em aplicações como copilots internos, assistentes corporativos e agentes operacionais. Eles precisam responder em tempo real para gerar valor ao usuário. Uma resposta precisa, mas entregue com atraso, compromete a experiência, reduz a produtividade e dificulta a adoção da solução.

Everton Fernandes –
Durante os últimos anos, a corrida da inteligência artificial foi impulsionada pela evolução dos modelos. A discussão se concentrava em parâmetros, capacidade de processamento e precisão das respostas.
À medida que a IA entra definitivamente na rotina das empresas, porém, uma nova prioridade começa a surgir no sentido de garantir respostas rápidas, previsíveis e economicamente viáveis. Essa mudança acompanha a evolução do próprio mercado.
Segundo o Gartner, os investimentos globais em inteligência artificial devem atingir US$ 2,52 trilhões em 2026, impulsionados principalmente pela expansão da infraestrutura necessária para colocar aplicações de IA em produção. Esse movimento também altera a forma como as empresas investem.
O Gartner projeta que 55% dos investimentos em infraestrutura otimizada para IA em 2026 serão destinados à inferência, superando pela primeira vez os gastos com treinamento de modelos. Em outras palavras, o maior desafio deixa de ser construir modelos mais inteligentes para executá-los de forma eficiente.
É nesse contexto que a latência as...