As causas clínicas da esporotricose
Redação
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix que entram no organismo principalmente, por inoculação do fungo na pele ou mucosas, por meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira; contato com vegetais em decomposição; arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo o gato o mais comum.

A esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que pode afetar a pele, os tecidos subcutâneos e, em casos mais graves, os pulmões e outros órgãos. As causas clínicas da esporotricose incluem a exposição ao fungo em que a infecção geralmente ocorre após a inoculação do fungo na pele, frequentemente através de arranhões ou feridas, especialmente em pessoas que manipulam plantas espinhosas, como roseiras, ou que têm contato com solo contaminado.
Os pacientes com sistema imunológico comprometido, como aqueles com HIV/AIDS, diabetes mellitus ou em tratamento com imunossupressores, estão em maior risco de desenvolver formas mais graves da doença. A esporotricose é mais comum em áreas rurais e em ambientes onde o fungo é endêmico, como em regiões tropicais e subtropicais.
A infecção pode se manifestar de várias formas, incluindo as lesões na pele que podem ser ulceradas e as lesões que se espalham pelos linfonodos. A forma mais grave pode afetar órgãos internos, como os pulmões.
O tratamento da esporotricose geralmente envolve o uso de antifúngicos, como o itraconazol, que demonstrou eficácia em diversos estudos. A esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix. Estes fungos podem apresentar duas formas no seu ciclo de vida: filamentosa e leveduriforme.
Na forma filamentosa, o fungo está presente na natureza, no solo rico em material orgânico, nos espinhos de arbustos, em árvores e vegetação em decomposição, enquanto a forma de levedura está presente nas lesões de animais contaminados. Os indivíduos geralmente adquirem a infecção pela implantação do fungo na pele ou mucosas por meio de um trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira; contato com vegetais em decomposição; ou arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo, o gato, atualmente, o principal transmissor da doença, protagonista da esporotricose de transmissão zoonótica.
Os sintomas da esporotricose aparecem após a inoculação do fungo na pele. O desenvolvimento da lesão inicial é bem similar a uma picada de inseto, podendo evoluir para feridas ou nódulos, a cura espontânea é rara.
Em casos mais graves, por exemplo, quando o fungo afeta os pulmões, podem surgir tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre. Na forma pulmonar, os sintomas se assemelham aos da tuberculose.
O fungo também pode afetar os ossos e articulações, manifestando-se como inchaço e dor aos movimentos, bastante semelhantes ao de uma artrite infecciosa. As formas clínicas da doença vão depender de fatores como o estado imunológico do indivíduo e a profundidade da lesão.
O período de incubação é variável, de uma semana a meses, podendo chegar a até seis meses após a inoculação. Ela pode ser diagnosticada por meio de uma correlação entre dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais.
A confirmação diagnóstica laboratorial é feita por meio do isolamento do fungo obtido de material de biópsia ou aspirado de lesões. Nos casos mais graves, outras amostras, tais como escarro, sangue, líquido sinovial e líquor podem ser analisadas, de acordo com os órgãos afetados.
As técnicas sorológicas são ferramentas diagnósticas que auxiliam no resultado rápido tanto nos indivíduos que apresentam formas clínicas cutâneas quanto atípicas, inclusive manifestações sistêmicas de esporotricose. O resultado negativo em amostras suspeitas não afasta o diagnóstico.