Publicado em 03 fev 2026

Os riscos clínicos da síndrome da rubéola congênita

Redação

A síndrome da rubéola congênita é uma doença congênita, que significa uma particularidade de algo que está presente desde o nascimento. Ela é decorrente da infecção da mãe pelo vírus da Rubéola durante as primeiras semanas da gravidez. Quanto mais precoce for a infecção em relação à idade gestacional, mais grave é a doença.

A síndrome da rubéola congênita (SRC) é uma condição que pode ocorrer quando uma mulher grávida contrai rubéola, especialmente durante o primeiro trimestre da gestação. Os riscos clínicos associados à SRC incluem aborto espontâneo, pois a infecção por rubéola do tipo selvagem durante a gravidez pode levar a abortos espontâneos.

Também, há um risco aumentado de natimorto em gestantes infectadas. Pode resultar em uma variedade de anormalidades congênitas, incluindo a surdez, problemas cardíacos, defeitos oculares, anormalidades do sistema nervoso central e retardo no crescimento.

Estudos indicam que a infecção por rubéola durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, é particularmente perigosa. Em uma pesquisa de 18 anos com mais de 1200 gestantes que receberam a vacina da rubéola, não foram observadas anormalidades compatíveis com a SRC em recém-nascidos.

No entanto, a vigilância pós-comercialização identificou casos de SRC associados a cepas vacinais após vacinação inadvertida de mulheres grávidas. Além disso, a infecção por outros vírus, como o sarampo, também pode aumentar os riscos para o feto, incluindo aborto espontâneo e defeitos congênitos.

A vacina contra rubéola é contraindicada para mulheres grávidas, e recomenda-se evitar a gravidez por um mês após a vacinação.

O feto infectado é capaz de produzir anticorpos específicos para rubéola, antes mesmo do nascimento. Por isso, os exames laboratoriais são imprescindíveis para o estabelecimento do diagnóstico diferencial definitivo.

Para a investigação de casos suspeitos de SRC, deve ser colhida uma amostra de sangue, logo após o nascimento, quando há suspeita ou confirmação de infecção materna durante a gestação; ou logo após a suspeita diagnóstica, nos menores de 1 ano. A infecção da mãe pode resultar em aborto, morte fetal ou anomalias congênitas como diabetes, catarata, glaucoma e surdez e a surdez é o sintoma mais precoce da Síndrome da Rubéola Congênita.

Como não há um medicamento efetivo, o tratamento da síndrome da rubéola congênita é voltado para as más formações congênitas, de acordo com as deficiências apresentadas. A detecção precoce da doença facilita os tratamentos clínico, cirúrgico e de reabilitação.

A transmissão do vírus acontece da mãe infectada para o feto, por meio da placenta. A infecção natural pelo vírus da rubéola ou pela imunização confere, em geral, imunidade permanente.

No entanto, o nível de imunidade coletiva atingido não é suficientemente alto para interromper a transmissão do vírus. O período de transmissibilidade: recém-nascidos com Síndrome da Rubéola Congênita podem excretar o vírus da Rubéola nas secreções nasofaríngeas, sangue, urina e fezes, por longos períodos. O vírus pode ser encontrado em 80% das crianças no primeiro mês de vida, 62% do primeiro ao quarto mês, 33% do quinto ao oitavo mês, 11% entre nove e doze meses, e apenas 3% no segundo ano de vida.

A vacinação é a única maneira de prevenir a Síndrome da Rubéola Congênita. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda dose aos quatro anos de idade.

Caso a mulher chegue à idade fértil sem ter sido previamente vacinada, deverá receber uma dose da vacina tríplice viral. Diferentes estratégias de vacinação contra a rubéola têm sido adotadas para a prevenção.

A vacinação de mulheres em idade fértil tem efeito direto na prevenção, ao reduzir a susceptibilidade entre gestantes, sem que ocorra a eliminação do vírus na comunidade. A vacinação de rotina na infância tem impacto, a longo prazo, na prevenção da doença, pois ela interrompe a transmissão do vírus entre as crianças, o que reduz o risco de exposição de gestantes susceptíveis.

Além disso, reduz a susceptibilidade nas futuras mulheres em idade fértil. A incidência da doença depende, portanto, do número de suscetíveis, da circulação do vírus na comunidade e do uso de vacina específica.

As mulheres grávidas não devem receber a vacina contra a rubéola. Elas devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegido contra a rubéola.

Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.

Artigo atualizado em 22/01/2026 11:21.
Imagem Rodapé

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica