Publicado em 24 mar 2026

As características clínicas dos queloides

Redação

O queloide é um crescimento anormal de tecido cicatricial que se forma no local de um traumatismo, corte ou cirurgia de pele. É uma alteração benigna, sem risco para a saúde, na qual ocorre uma perda dos mecanismos de controle que normalmente regulam o equilíbrio do reparo e regeneração de tecidos.

Os queloides correspondem a uma resposta cicatricial anômala, que ultrapassa os limites da lesão inicial e pode causar dor, prurido e significativo desconforto estético. A etiologia é indefinida, provavelmente multifatorial, envolvendo agentes físicos, químicos, biológicos e fatores endógenos/genéticos.

Clinicamente, é uma lesão elevada que extrapola a borda da ferida inicial, com variação em aparência e localização. Os sintomas associados incluem dor e prurido.

Enfim, o queloide afeta os dois sexos igualmente, embora exista uma maior incidência em mulheres. Indivíduos com pigmentação mais escura, pessoas negras e pessoas asiáticas são mais propensos a desenvolver queloides.

A frequência de queloides em pessoas com pele mais pigmentada é 15 vezes maior do que em pessoas com pele menos pigmentada. A idade média de seu início gira entre 10 e 30 anos.

As pessoas em extrema idade raramente desenvolvem queloides. Os queloides ocorrem em 5% a 15% das feridas cirúrgicas e, apesar de benignos, tendem a retornar mesmo depois de serem removidos por cirurgia.

Se uma pessoa tem tendência a formar queloides, qualquer lesão que possa causar cicatriz é capaz de levar à sua formação. Isso inclui um simples corte, uma cirurgia, uma queimadura ou até mesmo cicatrizes de acne severa.

Algumas pessoas desenvolvem um queloide depois de furar a orelha para colocar brincos e piercings ou mesmo apenas no trauma da tatuagem. Um queloide também consegue se formar em feridas de catapora após a doença ter passado.

Em casos muito raros, os queloides se formam em pessoas que não feriram a pele. São chamados de queloides espontâneos.

Os locais mais envolvidos são as áreas do tórax, do colo, do pescoço anterior, dos ombros, dos braços e das orelhas, mas outras partes m ser afetadas. Existem diferentes tipos de queloide, classificados principalmente de acordo com a forma, localização, tempo de desenvolvimento e características clínicas.

Embora todos tenham em comum o crescimento anormal do tecido cicatricial, alguns se comportam de maneira diferente. O queloide clássico (ou verdadeiro) cresce além das bordas da ferida original, não regride espontaneamente, pode surgir semanas ou meses após o trauma.

Comum em regiões como ombros, tórax, orelhas e parte superior das costas. O queloide menor (incipiente ou imaturo) é pequeno e capaz de ser confundido com uma cicatriz hipertrófica. Se não tratado, consegue evoluir para um queloide maior.

O queloide nodular pode ser único ou múltiplo, com aparência arredondada, apresentando nódulos duros, elevados e bem definidos. O queloide plano é menos elevado, mais espalhado e achatado, porém ainda fora dos limites da ferida original. Muitas vezes, é visto após acne ou queimaduras leves.

O queloide gigante atinge grandes áreas, especialmente após cirurgias grandes ou queimaduras extensas. Tem a capacidade de causar limitação de movimento, dor e impacto psicológico.

Na condição do queloide, é como se uma cicatrização não soubesse quando parar de produzir novo tecido. Eles não devem ser confundidos com cicatrizes hipertróficas, pois essas são muito mais comuns e, apesar de elevadas e endurecidas, elas mantêm os limites da lesão e tendem a melhorar mais rápido com o tratamento adequado.

Artigo atualizado em 09/03/2026 02:32.
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