Publicado em 31 mar 2026

A influência do marketing e da governança e o risco de terceirizar a reputação

Redação

A contratação de influenciadores, quando feita sem critérios de governança e gestão de riscos, pode gerar graves impactos reputacionais. A partir do caso do Banco Master, os influenciadores não são mídia, mas terceiros de risco, e que a ilusão de terceirizar a reputação tende a transformar ganhos rápidos de visibilidade em crises institucionais.

Patricia Punder- 

Crises reputacionais, investigações internas e falhas de governança raramente começam onde o público imagina, acompanho isso de perto há anos e garanto que na maior parte das vezes, elas não surgem de um grande escândalo inicial, mas de decisões aparentemente simples, tratadas como inofensivas, e tomadas sem reflexão sobre risco. A contratação de influenciadores digitais, quando feita sem critério, é hoje um desses pontos cegos.

Os episódios recentes envolvendo influenciadores pagos para defender o controlador do Banco Master e ao mesmo tempo, questionar a credibilidade do Banco Central do Brasil, não devem ser analisados apenas como um caso isolado ou como um excesso de terceiros. Eles expõem uma distorção estrutural na forma como empresas, áreas de marketing e agências de publicidade lidam com influência, reputação e responsabilidade institucional.

Durante anos, se consolidou no mercado a ideia de que influência gera legitimidade, isso se trata de uma premissa equivocada, já que influência gera atenção e atenção não é confiança, são ativos distintos, com naturezas e efeitos completamente diferen...

Artigo atualizado em 18/03/2026 01:28.
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