A climatização hospitalar ineficiente compromete a saúde de pacientes e profissionais
Redação
A falta de manutenção em sistemas de ar-condicionado eleva riscos de infecções e desconforto térmico em unidades de saúde. Os sistemas de climatização em hospitais não são meramente uma questão de conforto. O controle da temperatura e da umidade, combinado a filtros específicos, reduz a presença de microrganismos no ar, diminuindo o risco de infecções respiratórias. Essa é uma prioridade em centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva e enfermarias que atendem pacientes vulneráveis.

Patrick Galletti –
O ar-condicionado quebrado no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), no Distrito Federal, tem sido alvo de denúncias de mães de bebês internados, que relatam dificuldades para lidar com o calor dentro da unidade. Algumas precisam manter as janelas abertas e abanar os filhos até de madrugada para aliviar o desconforto.
Esse problema não é isolado e revela um desafio maior enfrentado por hospitais e clínicas no Brasil: a necessidade de sistemas de climatização eficientes para garantir segurança e bem-estar a pacientes e profissionais da saúde. Um estudo publicado na Revista Eletrônica de Enfermagem analisou a qualidade do ar em ambientes hospitalares climatizados e identificou que a ventilação inadequada pode contribuir para a propagação de infecções.
A pesquisa apontou que sistemas de ar-condicionado sem manutenção adequada favorecem a disseminação de microrganismos, tornando o ambiente hospitalar um risco para pacientes, especialmente aqueles com a imunidade comprometida. Assim, a negligência na manutenção desses sistemas pode ter consequências graves.
Os hospitais dependem de um co...