A IA acelerou a demanda por energia e exige nova arquitetura para os data centers
Redação
Com o avanço da inteligência artificial, o impacto dessa expansão foi sobre o consumo de energia e a infraestrutura dos data centers no Brasil. A corrida por maior capacidade de processamento está levando a cargas muito mais densas, especialmente com o uso de graphics processing units (GPU), aumentando simultaneamente a demanda por energia, a geração de calor e a necessidade de refrigeração. Isso coloca novos desafios não apenas para os operadores de data centers, mas também para geração, transmissão e infraestrutura elétrica.

Yan Alegre –
A rápida expansão da inteligência artificial está transformando não apenas a forma como pessoas trabalham e empresas processam dados, mas também a infraestrutura necessária para sustentar essa evolução. Diante desse cenário, data centers passam a operar com cargas de processamento cada vez mais densas, elevando a demanda por energia e criando novos desafios para sistemas elétricos, refrigeração e disponibilidade.
Na prática, essa nova arquitetura exige coordenação entre conexão com a rede, proteção e manobra, geração de emergência, UPS, armazenamento de energia, distribuição até os racks, alimentação das cargas de refrigeração líquida e sistemas digitais de monitoramento. Energia, TI e climatização deixam de ser tratadas como disciplinas isoladas e passam a integrar um único sistema crítico, dimensionado para crescer sem comprometer a operação.
No Brasil, o movimento ganha uma dimensão estratégica, já que os data centers representam grandes cargas, com impacto direto no planejamento da expansão da transmissão. Embora ainda representem uma parcela relativamente pequena do con...