Quando o risco está dentro de casa, o elo entre demissões e vazamentos de dados
Redação
A vulnerabilidade não é apenas teórica. O custo médio de uma violação de dados no Brasil já atinge R$ 7,19 milhões, de acordo com a IBM. E casos como o da C&M Tecnologia, onde um colaborador aliado a criminosos viabilizou uma fraude bilionária via Pix, mostram que a fronteira entre erro humano e dolo pode ser tênue.

Thiago Guedes –
Um em cada cinco vazamentos de dados no Brasil não vem de hackers sofisticados em países distantes, mas de dentro da própria empresa. São funcionários, terceirizados ou até executivos que, de forma maliciosa, acidental ou ingênua, acabam comprometendo informações críticas.
Segundo a Teramind, 21% das violações de dados têm origem em insiders, e o número de incidentes desse tipo cresceu 44% nos últimos dois anos. Esse dado deveria soar como um alerta em um momento em que grandes corporações passam por processos de reestruturação e cortes de pessoal, como o recente caso do Itaú Unibanco, que ganhou repercussão pelo volume de demissões.
Além do impacto humano e social, há um risco silencioso: funcionários desligados abruptamente, sem planos adequados de transição e monitoramento, podem se transformar em ameaças internas latentes. A vulnerabilidade não é apenas teórica.
O custo médio de uma violação de dados no Brasil já atinge R$ 7,19 milhões, de acordo com a IBM. E casos como o da C&M Tecnologia, onde um colaborador aliado a criminosos viabilizou uma fraude bilionária via Pix, mostram que a...