O planejamento anual não começa nas metas, começa nas pessoas
Redação
Nenhuma estratégia se sustenta sem pessoas capazes de executá-la. Ainda assim, esse ponto continua sendo subestimado nos processos de planejamento. Colocar pessoas no centro não é um discurso inspirador, mas uma decisão estratégica. Significa alinhar o que a empresa pretende entregar com a forma como estrutura, desenvolve e lidera seus times.

Juliana Simó –
O início de um novo ano costuma trazer uma sensação de recomeço e, com ela, uma série de planos, metas e expectativas para o ciclo que se inicia. Ainda assim, a pergunta mais relevante não é se as empresas estão planejando, mas se estão tomando, desde agora, as decisões estratégicas necessárias para sustentar resultados ao longo do ano.
Planejamento estratégico não é um ritual anual nem um exercício conceitual. É um processo de gestão que direciona prioridades, orienta escolhas difíceis e define como os recursos financeiros, operacionais e humanos serão alocados.
Quando esse processo não cumpre seu papel, ele se limita a um documento bem estruturado, mas distante da realidade da execução. Um planejamento eficaz começa por um diagnóstico claro e consistente.
Isso envolve olhar para dentro, analisando resultados reais, aprendizados do ciclo anterior, gargalos de execução, capacidade do time e eficiência operacional. Ao mesmo tempo, exige olhar para fora, compreendendo as transformações do mercado, as mudanças no comportamento do cliente, os movimentos da concorrência e os riscos do negócio.
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