Publicado em 07 jul 2026

As causas médicas da alveolite dentária

Redação

A alveolite dentária é uma das complicações mais comuns que podem acontecer após uma extração dentária. Classifica-se em alveolite seca ou alveolite supurativa. A alveolite supurativa surge quando se forma uma infeção no alvéolo dentário e a seca surge quando o coágulo sanguíneo não se forma ou é acidentalmente removido ou deslocado.

A alveolite dentária é uma complicação inflamatória que pode ocorrer após a extração dentária, caracterizada pela exposição da cavidade alveolar devido à perda ou falha na formação do coágulo sanguíneo, resultando em dor intensa e atraso na cicatrização. As informações relacionadas a cuidados pós-operatórios e complicações após extrações dentárias, como a alveolite, são mencionadas em estudos clínicos sobre dor pós-operatória em cirurgias odontológicas.

Por exemplo, em estudos clínicos com pacientes tratados com etoricoxibe para dor aguda pós-operatória associada a cirurgias odontológicas, a incidência de alveolite pós-extração dentária foi semelhante à de pacientes tratados com agentes comparadores ativos, indicando que a alveolite é uma complicação reconhecida no contexto odontológico pós-cirúrgico. Além disso, para o manejo da dor e inflamação associadas ao processo de dentição, produtos como o Nenê Dent que contém tintura de camomila, lidocaína e polidocanol, são indicados para alívio de dor, prurido e inflamação na gengiva, podendo ser aplicados topicamente na área afetada das gengivas de crianças.

Para prevenção e manejo da alveolite dentária, é fundamental seguir protocolos adequados de extração, cuidados pós-operatórios rigorosos, incluindo higiene oral adequada e, se necessário, o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios conforme indicado. Em suma, a alveolite é uma complicação pós-operatória que ocorre com maior frequência na extração dentária, principalmente em extrações de terceiros molares impactados, caracterizada por apresentar dor de amplitude leve à intensa que ocorre devido à perda prematura do coágulo mal formado no interior do alvéolo dentário deixando as terminações nervosas do alvéolo expostas. Clinicamente, os pacientes apresentam sintomatologia entre o primeiro e terceiro dia de pós-operatório e, em alguns casos, a dor pode se irradiar para o ouvido na região temporal.

A não formação do coágulo no interior do alvéolo proporciona a exposição das paredes ósseas à cavidade oral e o processo de cicatrização e junção dos rebordos gengivais não ocorrem normalmente nesses pacientes, que também podem apresentar inflamação gengival e halitose. A etiologia do desenvolvimento da alveolite não é clara, porém fatores como dificuldades e traumas durante a exodontia, habilidade do cirurgião, excesso de vasoconstritor durante a cirurgia, fatores circulatórios como redução de coagulação, nutricionais (vitaminas e proteínas), o sexo feminino e uso de contraceptivos orais, limpeza deficiente da área operada, idade avançada, imunossupressão e o tabagismo podem predispor o seu desenvolvimento.

Pacientes portadores de diabetes mellitus podem apresentar com maior frequência casos de alveolite por apresentarem dificuldades de cicatrização devido à vascularização deficiente e metabolismo anormal do colágeno6. A conduta mais aconselhável é a prevenção, que deve ser realizada com a irrigação com solução salina durante o procedimento cirúrgico, uso de antissépticos como o gluconato de clorexidina 0,12% e profilaxia antibiótica, para reduzir o número de bactérias presentes na cavidade bucal. Os antifibrinolíticos podem ser utilizados para evitar a desintegração do coágulo.

Artigo atualizado em 23/06/2026 10:21.
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