Publicado em 20 out 2026

As causas da infecção do trato urinário

Redação

Uma infecção do trato urinário pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, incluindo os rins, os ureteres, a bexiga e a na uretra. A urina é produzida, armazenada e eliminada pelo sistema urinário.

A infecção do trato urinário (ITU) pode manifestar-se com disúria, dor no baixo ventre durante a micção, aumento da frequência urinária e, eventualmente, febre. Esses sintomas devem ser diferenciados de outras condições do trato urinário inferior, incluindo litíase, obstrução, neoplasia vesical e disfunções vesicais.

A investigação pode incluir o exame de urina, com análise dos caracteres físicos, elementos e sedimentos; do sedimento urinário; urocultura e antibiograma, especialmente quando é necessário identificar o agente e avaliar a susceptibilidade antimicrobiana. Pode-se fazer a avaliação da creatinina sérica quando houver necessidade de analisar a função renal.

A presença de infecção bacteriana pode produzir sintomas semelhantes aos da bexiga hiperativa; nesses casos, o tratamento deve buscar a resolução do quadro infeccioso. Na gestação, a ITU é considerada uma complicação relevante, com possíveis repercussões maternas e perinatais.

Em ambiente hospitalar, a prevenção e o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde devem ser conduzidos conforme o programa institucional de controle de infecções. Deve-se realizar uma vigilância ativa das infecções relacionadas a dispositivos invasivos, monitorar microrganismos multirresistentes e divulgar o perfil de sensibilidade antimicrobiana à equipe. O uso racional de antimicrobianos deve ser estabelecido de forma interdisciplinar.

O MS-PCDT: Incontinência Urinária não Neurogênica explica que o termo incontinência urinária (IU) refere-se à queixa de qualquer perda de urina, que pode ser involuntária, provocada pelo indivíduo ou descrita por um cuidador. Essa perda involuntária pode estar associada com a urgência e também com esforço ou esforço físico, incluindo atividades esportivas, ou em espirros ou tosse.

A IU é uma condição que afeta a qualidade de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional, psicológico e social das pessoas. A IU pode acometer indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todos os níveis sociais e econômicos.

Um estudo na população dos EUA estimou que 12 milhões de pessoas sofrem de IU. Estima-se que 200 milhões de pessoas vivam com incontinência ao redor do mundo e que entre 15% e 30% das pessoas acima de 60 anos que vivem em ambiente domiciliar apresentam algum grau de incontinência.

Entretanto, o número exato de pessoas acometidas pode ser muito maior do que as estimativas atuais, visto que muitas delas não procuram ajuda por vergonha, acreditando que o problema seria uma consequência normal do envelhecimento ou, ainda, que não existe tratamento. Estudo brasileiro conduzido em população idosa relatou uma prevalência de IU de 11,8% entre os homens e de 26,2% entre as mulheres. As mulheres têm maior predisposição de apresentar essa condição. Elas apresentam uma menor capacidade de oclusão uretral e isso se deve ao fato de a uretra funcional feminina ser mais curta e a continência depender não somente do funcionamento esfincteriano adequado, mas também de elementos de sustentação uretral (músculos e ligamentos) e transmissão da pressão abdominal para o colo vesical.

Inúmeras situações podem levar a IU. A identificação da sua causa é essencial para o tratamento adequado. De maneira geral, a presença de IU pode ser dividida de acordo com a etiologia em neurogênica (p.ex., por lesão medular traumática, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral) e não neurogênica (p. ex. hiperatividade detrusora)

Artigo atualizado em 08/10/2026 10:56.
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