O maior ponto cego do orçamento corporativo pode estar no parque de impressão
Redação
Há muito desperdícios. Impressões abandonadas na bandeja de saída, documentos duplicados por erro de configuração, trabalhos enviados em cores quando poderiam ser monocromáticos, com custo de cinco a dez vezes maior por página. Equipamentos antigos e desregulados consumindo energia muito acima do necessário. Suprimentos adquiridos de forma emergencial com sobrepreço que pode chegar a 30%.

Mauro Rodrigues –
Toda empresa que passa por um ciclo de revisão orçamentária conhece o ritual: inicia-se uma extensa revisão da folha de pagamento, despesas operacionais, gastos com software, contratos de tecnologia, entre outros. Cada linha é auditada, negociada, comprimida.
Mas, existe uma rubrica que atravessa esse processo praticamente intocada, ano após ano: a impressão. Não porque o gasto seja irrelevante, mas porque ele é, na maioria das organizações, invisível.
A impressão corporativa ocupa uma posição curiosa na hierarquia de custos operacionais. Para a maioria dos gestores, trata-se de um item residual, uma despesa menor associada a papel e toner que não justifica atenção estratégica.
Essa percepção, no entanto, contrasta com o que as próprias organizações vêm descobrindo ao mapear seus ambientes de impressão. A Quocirca, referência global em inteligência de mercado para o setor, revelou em seu estudo MPS Landscape 2025, conduzido com 400 organizações nos Estados Unidos e na Europa, que custo e segurança lideram, juntos, a lista de desafios na gestão do ambiente de impressã...